Quantidade de Páginas visitadas

COMO RESPONDER ÀS PERGUNTAS SOBRE DROGAS
PARA PAIS E EDUCADORES DE JOVENS


INTRODUÇÃO

As drogas são um dos temas que pais e educadores sentem como sendo difíceis de serem explicados e falados. Mas, apesar deste sentimento, falar de drogas poderá não ser difícil. Com este livro pretendemos oferecer algumas sugestões sobre como falar com o seu filho sobre drogas.
Porque razão fugir às questões quando a droga é um tema abordado e debatido diariamente nos meios de comunicação social, fazendo parte do nosso quotidiano?
Atualmente as perguntas colocadas pelos jovens são cada vez mais explícitas, complexas e sofisticadas, tornando-se um desafio para os pais debater um assunto que muitas vezes é novo para eles. A facilidade em debater certos temas relaciona-se com o seu grau de compreensão. Será mais fácil falar quando existe conhecimento e confiança para enfrentar questões mais difíceis.

A ADOLESCÊNCIA

Na adolescência tudo muda rapidamente. Esta é uma fase do crescimento repleta de descobertas, mas por vezes algo confusa, com dúvidas e ansiedades. Sentimentos, emoções, atitudes e valores andam num turbilhão. Mudam as relações com a família e com os colegas, procura-se uma maior autonomia e aumentam as responsabilidades.
Paralelamente a todas as mudanças físicas que decorrem do crescimento os adolescentes passam por alterações emocionais por vezes difíceis de gerir em ambiente familiar.
Novas atitudes face à escola, aos novos grupos de amigos, à sexualidade, ao modo como experienciam o próprio corpo e contestam valores até aí instituídos, podem gerar desentendimento entre pais e filhos.
Os filhos, face aos seus conflitos interiores ou com os pais passam por períodos de grande angústia e por vezes de alguma agressividade. Por seu lado, os pais poderão sentir-se confusos perante a mudança do seu papel na afeição dos seus filhos, que parecem preferir os amigos à companhia da família. Mais do que nunca é importante o apoio e a compreensão dos pais para ultrapassar esta crise.


O GRUPO DE AMIGOS....

A maior parte dos adolescentes procura o apoio de um grupo de amigos porque este lhe dá segurança.
Fazer parte de um grupo cujos elementos se assemelham pelos comportamentos, roupas ou atitudes facilita uma estabilidade e um sentimento de pertença. O que se torna essencial durante estes anos de mudança permanente.
No grupo de amigos o adolescente sente-se compreendido. É aqui que pode conversar sobre a sua música, os seus jogos, o que gosta de usar, as suas dificuldades na escola, com os pais e nas relações que estabelece.
Esta identificação com um grupo de amigos dá ao adolescente a oportunidade de desenvolver relações interpessoais equilibradas.

AS MÁS COMPANHIAS...

Por vezes pode não apreciar algumas das companhias do seu filho, porque: O João tem tatuagens, o Luís tem piercings, a Joana é muito namoradeira, o Carlos já fuma ou a Vanessa passa a vida a fazer festas lá em casa porque os pais não lhe dão atenção...
Antes de criticar e fazer juízos de valor sobre as companhias do seu filho será importante procurar conhecer os seus amigos, ouvir as suas histórias de vida, as suas opiniões sobre a escola, as drogas, a família, etc. Não deixando de dar a sua visão, respeitando, contudo, opiniões que podem ser diferentes da sua.
As proibições e críticas inflexíveis e negativas poderão ter um efeito contrário, levando o adolescente a ter comportamentos de desafio e provocação. É importante que os pais aceitem a necessidade de independência que os adolescentes sentem nesta fase, seja apoiando e orientando as suas iniciativas,seja criando espaço para que expressem os seus valores e opiniões e escolham as suas amizades. Não se deve confundir compreensão com permissividade, os adolescentes necessitam de pais com convicções firmes com quem possam estabelecer os seus próprios limites.


O MEU QUARTO, O MEU REINO...

Comportamentos de isolamento ou fuga às questões colocadas podem suscitar, nos pais, curiosidade ou preocupação. Quando o diálogo se torna difícil e as suspeitas existem, muitos pais podem sentir a necessidade de procurar respostas. Esta atitude poderá ser encarada, pelos adolescentes, como uma invasão de privacidade, colocando mais e mais entraves à comunicação. É importante proporcionar um ambiente de à vontade, respeitar a privacidade do seu filho. Procure evitar:

abrir a sua correspondência
vasculhar a sua mochila
escutar as suas conversas telefônicas
inspecionar o seu quarto

O apoio e a compreensão perante as necessidades de privacidade e autonomia dos adolescentes são atitudes indispensáveis ao desenvolvimento saudável da sua personalidade.


AS DROGAS

Muitos pais não entendem porque razão têm os jovens curiosidade pelas drogas ou sentem atração pelo risco. Estão seguros que só consome drogas quem tem problemas. No entanto, outros motivos podem conduzir os jovens a interessar-se por drogas:

Curiosidade
Desejo de viver outras experiências
Desejo de testar limites e transgredir regras
Pressão dos pares
Desafio à autoridade
Desejo de afirmação
Informação incorreta ou ausência de informação
Existem diferentes formas de consumir drogas.

Um consumo experimental não conduzirá necessariamente a uma dependência ou a um consumo recreativo.
Consumo experimental: muitos jovens sentem curiosidade em conhecer os efeitos das drogas. Essa curiosidade pode levá-los a experimentar. O consumo poderá limitar-se a essa experiência ou tornar-se um consumo esporádico ou habitual;
Consumo recreativo: este consumo está associado à diversão, à busca de um prazer momentâneo. Tal como outros comportamentos na adolescência, pode estar associado a uma fase do crescimento, vindo a ser naturalmente abandonado. Em certos casos pode persistir ao longo da vida com carácter meramente recreativo, existindo sempre a possibilidade de passar a ter um carácter de dependência.
Dependência: Quando o consumo se torna numa necessidade, tornando-se o principal objectivo na vida de quem consome. Ou ainda quando se consome para aliviar o sofrimento e o mal estar. Numa situação de dependência o principal objectivo do consumo deixa de ser a procura de prazer, mas uma forma de evitar o desprazer.
Estes são os diferentes tipos de consumo de qualquer droga, incluindo o álcool.
É frequente associarmos o consumo de drogas a substâncias ilegais, proibidas por lei. Na verdade, a droga mais consumida e a mais problemática na nossa sociedade é o álcool, cujo consumo é permitido legalmente.
É importante saber a diferença entre o uso das substâncias e o seu abuso. Do mesmo modo é fundamental responsabilizar o jovem pelas consequências das suas decisões.
Cabe aos pais facilitar este sentimento de responsabilidade pelos próprios atos desde a infância.
A experimentação de drogas e sobretudo do álcool é frequente, não constituindo necessariamente um sinal de perigo. O abuso regular e repetido é já mais grave e precisa de apoio.



O CALÃO DAS DROGAS

Anfetaminas: anfes, speeds, speed crystal
Bad trip: má viagem, síndroma psicótico com delírios e alucinações angustiantes, provocadas pelo LSD ou outros allucinogénios.
Barbitúricos: drunfos
Cocaína: gulosa, branca, coca, traço/linha de coca
Cannabis: bolota, broca, chamom, charro, curro, marijuana, erva, ganza, haxe, kif, liamba (Angola), maconha (Brasil), merda, naco, ovos, parampo, pombos, porro, sabonete, seruma (Moçambique) chocolate, tablete, taco, xito, zurga
Ecstasy: pastilhas, pombas, rodinhas, rodas
Heroína: brown, burra, castanha, cavalo, chinesa, palhinha, panfleto, pó de anjo, poeira
LSD: ácidos, Bart Simpson, golfinho, panteras, playboy
Solventes: cola, gasolina, benzina, aerossóis


A COMUNICAÇÃO


CONSEGUE LEMBRAR-SE DA PRIMEIRA VEZ QUE OUVIU FALAR SOBRE DROGAS?
COM QUEM ABORDOU O ASSUNTO?
QUAIS AS DÚVIDAS QUE LHE SURGIRAM?
Os jovens de hoje têm muito mais informação do que aquela que os seus pais tinham na sua idade. A maior disponibilidade por parte dos pais, figuras que lhes são importantes, pode conduzir ao esclarecimento das suas dúvidas, angústiase receios. Neste sentido é importante que os pais saibam criar uma relação estável de abertura e apoio, onde o diálogo possa acontecer naturalmente, ajudando os jovens a lidar com os seus sentimentos e onde estejapresente a informação clara que permita estabelecer bases sólidas para o seu desenvolvimento.
A curiosidade sobre o mundo que nos rodeia é parte natural do nosso crescimento e, da mesma forma que as crianças aprendem e colocam questões desde muito cedo, os adolescentes procuram respostas às suas perguntas.
Se as respostas não surgirem na família ou na escola, as principais informações serão procuradas junto dos seus pares ou nos órgãos de comunicação social, fontes que nem sempre fornecem informação clara e objectiva.
Quando as questões consideradas difíceis, como as drogas e o álcool, são faladas desde que o entendimento e a curiosidade as suscitam, a comunicação torna-se mais fácil e confortável, tornando-as parte integrante do diálogo sobre o quotidiano de todos nós. É também conversando sobre questões "difíceis" que os jovens percebem que podem falar e confiar, adquirem segurança e se dão a conhecer. Os pais podem, por sua vez, expressar as suas opiniões, mostrar quais as suas posições acerca dos temas e aprender a conhecer melhor os seus filhos.

COMO ABORDAR O ASSUNTO?

Siga o ritmo do seu filho, facilitando progressivamente e desde muito cedo, o diálogo e abrindo portas para o futuro. Por vezes o que é mais importante para nós não o é para o jovem; grandes discursos sobre drogas não significam esclarecimento, confiança ou responsabilização. Responda de forma simples, clara e concreta, expondo sempre quais os seus pontos de vista e tentando perceber quais os do seu filho. Procure não deixar nenhuma pergunta por responder se não se sente preparado, explique que vai tentar saber mais sobre o assunto e retome a conversa mais tarde. Respeite sempre as questões e trate-as com seriedade. Mesmo que as perguntas o embaracem ou exprimam uma opinião que considera pouco correcta, tente discutir o assunto sem reprimir ou frustrar a curiosidade ou até mesmo a provocação. Lembre-se que ao evitar as questões ou ao não revelar abertura à discussão, poderá estar a deixar o seu filho pouco à-vontade para voltar a falar consigo no futuro, caso algo o preocupe, ou poderá estar a facilitar a procura de informação pouco correcta. Saiba responder mas também ouvir o que o seu filho tem a dizer, uma relação é feita de diálogo e não de perguntas e respostas.



E SE EU ESTOU A COMETER ERROS?

Todos nós, pais e educadores, cometemos já o erro de evitar uma pergunta ou de não saber lidar com a situação naquele momento preciso. Mas não é por uma má experiência que se compromete toda uma relação que se vem estabelecendo. O ideal será assumir a dificuldade: "eu agora não consigo responder a essa pergunta mas voltamos a falar mais tarde". Desta forma, o jovem percebe que a sua pergunta não cai no esquecimento e que existe abertura para falar sobre drogas. Estabelecer uma boa base de confiança é essencial para que crianças e adolescentes se sintam seguros de que podem confiar em si.


MAS O MEU FILHO NÃO PARECE PRECISAR DE AJUDA
E NÃO FAZ PERGUNTAS...

Por vezes, os pais parecem pouco disponíveis para ouvir e, por isso, inconscientemente, desencorajam as perguntas.
Estar disponível para falar sobre drogas significa:
Não exprimir visões extremistas nem juízos de valor nos assuntos controversos e "difíceis"
Não ter preconceitos face à idade e ao gênero (por exemplo: "não tens idade para falar sobre isso")
Mostrar-se disponível para responder às questões tanto em termos de tempo como de atitude
Encorajar a discussão, iniciando-a de forma descontraída, tornando o assunto casual
Tolerar a diferença
Ser honesto sobre o nível do seu conhecimento e não ter receio de indicar outras fontes de conhecimento, em caso de não conseguir responder às perguntas
Estar preparado para apoiar o desejo de saber do seu filho, mesmo que para isso tenha de enfrentar o ridículo ou a oposição de outros adultos
Respeitar a privacidade do seu filho em todas as suas formas
Não divulgar informações confidenciais, quando partilhadas pelo seu filho.


AMAR O SEU FILHO

Muitas vezes não é fácil disponibilizar muito tempo para acompanhar o seu filho. Todavia, não se esqueça que a qualidade do tempo que passam juntos será mais importante que longas horas em conjunto sem comunicarem.
Para estabelecer uma relação de confiança e de intimidade com o seu filho é importante que o ame, o escute e o ajude a gostar de si próprio. Os jovens devem ser estimulados e elogiados nos seus comportamentos positivos, assim como responsabilizados pelos seus comportamentos incorrectos ou negativos.
É importante não ser repressivo, nem demasiado permissivo. O seu filho precisa tanto de regras e de limites como de afecto.


PISTAS PARA O DIÁLOGO

Ver e discutir em conjunto, programas de televisão ou filmes
Discutir casualmente reportagens, notícias e entrevistas
Deixar livros ou folhetos espalhados pela casa
Visitar livrarias, percebendo quais as áreas de interesse do seu filho e fazendo uma pesquisa conjunta
Incentivar os seu filho a programar saídas conjuntas
Incentivar o seu filho a ter uma participação activa em actividades sócio-culturais



ATITUDES SUSPEITAS DE UM USUÁRIO:

Veja abaixo algumas dicas de atitudes suspeitas de um usuário de drogas:
1- Comportamentos alterados, vez está calmo, outras vezes agressivo.
2- Falta de motivação para estudar ou trabalhar.
3- Deita muito tarde e dorme demais pela manhã, as vezes também insônia.
4- Mudanças bruscas de comportamento.
5- Desaparecimento de objetos de valor, aparelhos domésticos, de som, ferramentas e outros, dentro de casa ou de amigos e parentes.
6- Inquietação, Irritabilidade, ansiedade, cacoetes.
7- Olhos avermelhados, outros fundos e saltados, calafrios.
8- Perda de interesse pelas atividades rotineiras.
9- Coriza constante (inclusive perde os pelos das narinas).
10- Há alterações súbitas de humor, uma intensa euforia, alternada com choro ou depressão.
11- Emagrecimento. Perde o apetite e come muito pouco.
12- Relacionamento com amigos diferentes, não costumeiros.
13- Sempre pede dinheiro, mesmo que seja pouco.
14- Fica mais descuidado com a higiene pessoal.
15- Fala pastosa, dores de cabeça constante.
16- Muda o vocabulário, usando termos mais pesados.
17- Perde a força muscular, palidez aparente.
18- Tem atitudes de culpa e reparação: agride os pais, chora, se tranca no quarto.
19- Boca seca e muita vontade de comer doces.
20- Passa noites fora de casa.
21- Tosse insistente, pupilas dilatadas.
22- Acha-se apetrechos como espelhinhos, fósforos, canudos, usados para cheirar cocaína.
23- Uso de camisa ou blusa de manga comprida, para esconder as picadas nos braços.
24- Aparecem entre os pertences restos de fumo, maconha, cocaína ou crack (pó branco nos bolsos).
25- Diminui a capacidade de raciocínio e há perda de memória.
26- Tem receitas de medicamentos ou caixas de comprimidos de psicotrópicos.
27- Tagarelice constante, risos e choros.
28- As roupas, os lenços ou as mantas têm cheiro forte de solvente.
29- Uso de óculos escuros mesmo sem excesso de luz.
30- Geralmente se usa de alguns mecanismos para com as pessoas para poder manipulá-las.

O usuário de drogas, em geral, apresenta comportamento impulsivo, não tem paciência em esperar que as coisas aconteçam normalmente. A ação e o efeito rápido provocado pelo uso de drogas substitui a ação normal dos fatos.

COMO LIDAR:

Muito diálogo, não deixar ele(a) sentir-se abandonado, procurar ser seu melhor amigo.
Dar atenção e compreensão, dar amor e mostrar apoio em ajudá-lo(a).
Oferecer oportunidades diversas de recursos. Orar muito a Deus pela sua recuperação.
Dar apoio religioso, convidá-lo(a) a ir a uma igreja e tornar-se rotina.
Não xingar, bater ou falar palavrões, o apoio familiar é de suma importância.
Mostrar exemplos positivos de outras pessoas vitoriosas, faze-lo(a) entender que o vício é uma doença e que tem cura.
Conversar muito, ouvi-lo(a) sempre, buscando aproximação e sempre citar o nome de Deus.
Convidá-lo(a) à ficar mais em casa do que na rua, orientá-lo(a) a não andar com más companhias.
Convidá-lo(a) à conhecer comunidades terapêuticas, como: AA, A-Anon, NA, etc. sem compromisso.
Como incentivo, apresentá-lo(a) a uma outra pessoa que obteve recuperação e ajudar a recuperar sua dignidade e sua auto-confiança no ínicio de algum tratamento.
Sempre mostrar que não é impossível sair desta situação, mostre filmes instrutivos e educativos.
Sempre procure ajuda, preferencialmente, de alguma comunidade terapêutica, para suas dúvidas.
Apresentamos aqui algumas características de usuários de drogas e como lidar, que com o passar do tempo e o uso constante, torna-se uma doença, denominada de "Dependência Química", reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, pois altera o metabolismo do corpo.
A divergência entre a maneira de ver o usuário de drogas como uma "pessoa má" e de vê-lo como um "portador de doença crônica" é de fundamental importância para a compreensão e atuação junto ao problema.
Os usuários relatam em boa parte dos casos, sentirem ideias ou delírios paranoicos consumindo o crack, ou puras ideias de perseguição ou que serão assassinados; tais fenômenos também ocorrem com outras drogas, mas parece que a paranoia é o ponto crucial desta. Outro fator preponderante é que o consumo quase sempre foi motivado anteriormente por um suposto estado de euforia, como se a sensação de felicidade empurrasse o usuário para o consumo do entorpecente. A verdade é que a droga é a tentativa mais fácil e rápida de perpetuar algo impossível, um eterno estágio de satisfação ou êxtase.
Os usuários de drogas referem, por exemplo, que ao ver certos lugares ou pessoas, ao ouvir certas músicas, etc., passam grande vontade de usar a droga.
A compulsão é inevitável, desse modo o próprio indivíduo deverá esforçar-se para abster-se da droga, com atos e comportamentos que o beneficiem, contar com a ajuda de si mesmo, da família e profissionais capacitados para enfrentar tal empreitada.
Ao usuário: Se lhe faltarem as forças, busque ajuda de profissionais especializados e confie seu coração.



fonte:www.cm-odivelas.pt/CamaraMunicipal/.../Saude/Anexos/.../03.pdf
Fonte: http://www.extremaonline.com/como/usuario.html










Validador

CSS válido!

Secretaria de Estado da Educação do Paraná
Av. Água Verde, 2140 - Água Verde - CEP 80240-900 Curitiba-PR - Fone: (41) 3340-1500
Desenvolvido pela Celepar - Acesso Restrito